Médico do Samu que xingou morador de ‘imbecil’ e ‘filho da p.’ fica 30 dias sem salário




O médico do Samu de Mogi Mirim (SP) que xingou e falou palavrões para um morador que solicitava ambulância ficará 30 dias sem receber salário e mudará de função. 

A punição foi determinada pela comissão de funcionários de carreira do Consórcio Intermunicipal de Saúde 8 de Abril, gestor do Samu, que já apurava a conduta do profissional.

 Nesta segunda-feira (18), o consórcio notificará o serviço para que a punição seja cumprida. 

“Ele estava afastado enquanto corria a sindicância. Agora é punição mesmo, sem vencimentos. Foi dado prazo para recurso, mas não foi entrado com nenhum recurso. Ele [médico] acatou a decisão”, explica o coordenador geral do consórcio, Paulo Menna Barreto.

Segundo Barreto, a comissão ouviu testemunhas da ocorrência, o morador vítima dos xingamentos, o médico do Samu e também funcionários que trabalham com ele. Veja a discussão polêmica no vídeo, acima.

A partir desta terça (19), o período de 30 dias de punição já poderá começar a valer. O início exato dependerá da escala dos funcionários, segundo o coordenador geral.

‘Filho da p.’
O caso, de repercussão nacional, ocorreu em outubro deste ano durante uma ligação para pedir atendimento a uma mulher ferida em um acidente de moto. Durante a conversa, que foi gravada, o médico faz questionamentos ao morador sobre o estado de saúde da vítima. Os dois se desentendem e o profissional xinga o usuário de “filho da p.”, “imbecil” e “desgraçado”.

O médico – clínico geral com dez anos de experiência – trabalha no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) há cinco anos. Atuava como regulador, fazendo a triagem dos atendimentos por telefone e, com a punição, passará somente a prestar socorro nas ambulâncias UTI, como médico intervencionista, na cidade vizinha, Mogi Guaçu (SP), onde fica locado.

A base de Mogi Guaçu responde pela região da Baixa Mogiana – Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Itapira e Estiva Gerbi – e concentra o atendimento telefônico via 192.

“Outros médicos que fazem regulação vão assumir a função. Não haverá nenhum prejuízo ou desfalque para a população”, completa Barreto.

O profissional já havia sido afastado das funções quando o processo administrativo disciplinar foi instaurado pelo consórcio, mas não tinha tido a remuneração suspensa até então.

Sindicância no Cremesp

O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) também instaurou processo na época. Em nota enviada ao G1 nesta segunda, o órgão informou que a sindicância para averiguação do caso ainda está em andamento.

Ao final do processo, se culpado, o profissional receberá uma das cinco penas disciplinares aplicáveis, previstas em Lei, pela ordem de gravidade, segundo o conselho:

Pena A – advertência confidencial em aviso reservado;
Pena B – censura confidencial em aviso reservado;
Pena C – censura pública em publicação oficial;
Pena D – suspensão do exercício profissional por até 30 dias;
Pena E – cassação do exercício profissional.




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