“Não me deixe morrer”, dizia o goleiro Jackson Follmann, da Chapecoense

“Não me deixe morrer… não sinto as pernas, não me deixe morrer.” Essas foram as únicas palavras que o goleiro Jackson Follmann repetia, vez ou outra, a Gloria Ramírez, da equipe da Defesa Civil da Colômbia, quando foi encontrado preso entre poltronas e pedaços da fuselagem do avião da LaMia CP2933. A aeronave caiu na madrugada desta terça-feira (no horário de Brasília, ainda noite de segunda-feira em Medellín), no município La Unión. O local do acidente fica a uma hora e meia de carro de Medellín e somente a cinco minutos de voo da pista do aeroporto de José María Córdova.
Jackson, goleiro da Chapecoense, foi o primeiro dos seis sobreviventes a ser resgatado. “É um milagre que estejam vivos”, disse Jorge Restrepo, um dos socorristas voluntários. Estava na parte traseira do avião e foi graças a seus gemidos que o localizaram com facilidade entre os escombros. O Hospital San Vicente Fundación de Rionegro informou que a perna direita de Jackson teve de ser amputada.
Época

0 Comments