UMA MAQUINA: Em um intervalo de 73 minutos, Michael Phelps conquista 2 medalhas de ouro

Michael Fred Phelps 2º subiu 25 vezes ao topo do pódio em Olimpíadas. Cada medalha teve uma história diferente. A primeira, em 2004. A oitava seguida e o feito histórico, em 2008. A 19ª e o recorde de láureas nos Jogos. A do adeus, em 2012, e a do retorno, em 2016.
Em nenhuma delas, no entanto, pareceu tão emocionado quanto na 25ª, sua primeira conquista individual no Estádio Aquático do Rio. Ele estava, realmente, de volta.
A vibração começou na piscina. Aos 31 anos, Phelps entrou para os 200 m borboleta ainda sob a dúvida do que seria possível esperar de seu retorno –o ouro do revezamento 4 x 100 m havia dado uma pista de que poderia ser rápido novamente.
O norte-americano virou os primeiros 50 m em segundo, depois ganhou a liderança para não perder mais.
Marcou 1min53s36, seguido por Masato Sakai (1min53s40) e Tamas Kenderesi (1min53s62). Chad Le Clos, algoz de Londres-2012, que havia quebrado sua invencibilidade na prova, amargou o quarto lugar.
Phelps vibrou, esticou o dedo mostrando quem é o número um. Depois se sentou na raia e ergueu os dois braços, ovacionado pela torcida.
Pediu mais gritos e foi atendido. A ovação havia começado antes mesmo de ele entrar na água quando sua imagem na sala de controle apareceu no telão.
Só ele é mostrado antes das competições.
No pódio, Phelps parecia mais feliz do que de costume. Entrou sorridente, só não sabia se curtia o momento ou se alongava, já que teria de nadar outra prova em pouco mais de uma hora.
Durante o hino nacional dos EUA, o atleta, nascido em Towon, no Estado de Maryland, apertou a boca, respirou fundo e segurou uma lágrima que encharcava o olho e ameaçava cair.
Phelps emocionado no pódio foi uma raridade. Mas ele já havia avisado que estaria mais emotivo do que antes.
MÃE E FILHO
O principal momento estava na arquibancada, nos braços da mãe, Nicole. Com a medalha no peito, Phelps escalou a escada onde sentam os fotógrafos para beijar o filho Boomer, de 3 meses.
As outras emoções são fruto do processo que enfrentou para chegar ao Rio.
Ele se aposentou após Londres-2012, quando se tornou o atleta mais laureado dos Jogos, com 22 medalhas.
Voltou, mas não conseguiu se encontrar e flertou com a depressão. Foi flagrado dirigindo embriagado, pegou uma suspensão que o tirou do Mundial de Kazan, no Cazaquistão, em 2015, e foi para um centro de reabilitação.
Phelps diz que todo esse processo que enfrentou o fez um homem diferente.
Por outro lado, continua o mesmo. Setenta e três minutos após ganhar sua 24ª medalha, a 21ª de ouro, voltou a nadar para levar os EUA ao título do 4 x 200 m livre.
Phelps fechou a prova depois dos colegas Conor Wyer, Francis Haas e Ryan Lochte. Seu caminho para encerrar a carreira com ainda mais ouros está aberto.


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